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Texto: Avaliação Institucional: Uma questão de Desenvolvimento Humano

AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL: Uma questão de DESENVOLVIMENTO... HUMANO
 

CÉLIA MARIA RIBEIRO

 

Conferência apresentada no
IV ENCONTRO GOIANO DE AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL,
realizado em Goiânia, de 14 a 16 de junho de 2001.

 

O objetivo deste artigo me parece claro no título, qual seja: a relação entre avaliação institucional e desenvolvimento humano. Minha perspectiva é a de que avaliação institucional, através de subsídios a gestões, é um excelente instrumento para o desenvolvimento institucional.

No entanto, como só consigo ver desenvolvimento institucional através do desenvolvimento das pessoas que trabalham na instituição, vejo a avaliação como um instrumento de desenvolvimento humano. Mas quero tentar ir mais longe, quiçá, apresentando aqui novas idéias acerca desta relação, mostrando não só que avaliação é duplamente uma questão de desenvolvimento humano, bem como que a proposta aqui defendida é um caminho para a criação de uma nova Universidade. Ao afirmar o duplo sentido desta relação, estou dizendo que, por um lado, a avaliação promove desenvolvimento humano e, por outro, que para ser bem feita pressupõe desenvolvimento humano. Finalmente, se compreendermos a importância desta relação e a concretizarmos em nossos projetos, poderemos criar uma nova Universidade.

Minha principal preocupação não será, pois, definir, ou aprofundar a definição de avaliação institucional ou de desenvolvimento humano. Pretendo, isto sim, construir um caminho que me possibilite explicar a íntima relação que, no meu entender, deve ou deveria existir entre avaliação institucional e desenvolvimento humano. Para tanto, apresentarei algumas reflexões acerca de visões que se tem de avaliação, elencarei alguns pontos de sua história, para, finalmente, defender a idéia de que avaliação é uma questão - que me perdoe Nietsche - humana, demasiadamente humana e que considera-la como tal é um excelente caminho para se construir uma nova Universidade.

Num artigo que escrevi em março de 2000 para alguns jornais de circulação local – intitulado Avaliação Institucional: que ’bicho’ é esse? - , procurei refletir sobre diversas visões que se tem acerca de avaliação através de algumas metáforas. Resolvi colar parte daquele artigo neste que ora escrevo por considerar que este tipo de linguagem, por ser mais leve e prazerosa, poderá ser mais facilmente assimilada. Ou, como nos diz Calvino (1990, p.15), em sua reflexão sobre a literatura, “esforcei-me sobretudo por retirar peso à estrutura da narrativa e à linguagem”. Ainda parafraseando este pensador, não pretendo dizer “que considero menos válidos os argumentos de peso...”, apenas fiz uma opção por esta tentativa. Creio que isto permitirá aos que não têm intimidade com o tema, nele ser introduzidos com mais facilidade e, quem sabe, com mais prazer, e aqueles que já têm intimidade poderão pensá-lo de uma forma mais leve e, oxalá, mais bem humorada.

No referido artigo digo que a avaliação pode nos lembrar vários bichos. Ela é, muitas vezes, identificada com uma fera ameaçadora, mortal, que, na espreita, espera o nosso menor deslize para saltar sobre nós, dando-nos o golpe fatal. A avaliação tem sido vista desse modo por alguns, que a definem como instrumento de punição, de seleção para o covil. O cenário atual de crise, turbulências, privatizações, desemprego etc., reforça essa visão, marcada pela apreensão.

Mas a fera mortal não é o único bicho associado à avaliação. Há também a associação aos bichos considerados asquerosos, que não causam medo mas causam um desconforto quase insuportável. O expressivo número de questionários de avaliação a que somos submetidos todo dia, só amplia essa visão. A escolha deste animal é bastante particular. A cobra para alguns, o sapo para outros, o “mandruvá” para um terceiro, a formiguinha do açúcar para um outro, não importa. Importa que qualquer que seja, ele provoca asco ou irritabilidade. Nesse caso não se pode nem ouvir falar de avaliação. Reagem dizendo: “ai, meu Deus!”... “essa avaliação de novo!”.... Nesse mesmo grupo podem ser enquadrados os que acham que toda avaliação é coisa de inquisidores, de chefes autoritários, de invasores, de neoliberais etc.

Outro bicho que pode ser lembrado num processo de avaliação é o bicho-preguiça. Aqui temos o caso daquelas pessoas para quem a avaliação não é nem fera, nem bicho asqueroso, mas são elas próprias muito parecidas com esse bichinho vagaroso. Estão sempre a dizer: “ah!, não! Tô no final de carreira”.... “isso não leva a nada, é pura perda de tempo... “meus colegas não sabem avaliar, não têm objetividade, não usam métodos científicos”... “não estão preparados para isso”..., ou qualquer outra frase de puro desânimo, descrença, cansaço, descompromisso, desmotivação, falta de humildade, medo, arrogância ou de puro comodismo.

Outras vezes a avaliação pode ser vista como um reles inseto, uma coisinha de nada (como a barata, por exemplo), mas que incomoda uns, enoja outros, amedronta alguns. Por razões diversas e em diferentes graus, todo esse grupo deseja o fim desse inseto.

Não importa tanto com qual dessas visões e/ou expressões nossa instituição conviva, mais importante é que expressam resistência ao processo de avaliação e superar estas resistências é trabalho de toda equipe de avaliação.

Mas há aqueles que vêem a avaliação como uma CORUJA, um bicho que representa a capacidade de pensar, refletir, olhar para si e buscar o olhar do outro, procurando encontrar a melhor explicação possível e o verdadeiro sentido para o trabalho, para a vida, para o crescente desenvolvimento institucional, profissional e pessoal.

A verdade irrefutável é que todos estamos sempre expostos a avaliações e que se nós não a assumimos na perspectiva da coruja, ficamos dependendo somente da avaliação do outro e aí corremos o risco de nos defrontarmos com uma FERA de fato.

Por outro lado, quem se avalia está preparado ou se preparando para compreender que a avaliação não é um bicho de sete cabeças. É somente um instrumento de gestão, uma radiografia, um diagnóstico que pode nos permitir criar, agilizar, produzir saídas eficientes, eficazes e efetivas em favor de nosso próprio desenvolvimento.

É na perspectiva da coruja que se colocam aqueles que defendem a visão de avaliação que aqui apresentarei.

Para fundamentar meu aparente atrevimento de estar usando uma linguagem jornalística, quase literária, num artigo acadêmico e, ao mesmo tempo, mostrar que essa reflexão se situa num quadro de evolução da discussão sobre avaliação e de evolução da própria ciência que, às vezes, é bem mais ampla do que alguns gostariam de aceitar, estarei apresentando, a seguir, uma breve história e discussão sobre este tema.

Desta forma, só para situar minha reflexão no processo de desenvolvimento da avaliação institucional, farei uma rápida pontuação acerca da sua historia, que é marcada por quatro gerações, cuja história tem seu início na avaliação escolar.

A primeira geração é a chamada fase da mensuração, centrada em testes de verificação de aprendizagem. Assistiu-se neste momento á experiência de uma avaliação marcadamente punitiva.

A segunda, conhecida como geração descrição, centrava-se fundamentalmente na verificação dos objetivos, mas considerando a relação com fenômenos educacionais mais amplos, tais como o sistema e a instituição. Estaria aí o embrião da avaliação institucional.

A terceira geração, buscando transcender os limites da simples descrição, centrava-se no julgamento de valor. Esta geração resgata a força da punição, mesmo que mascarada. Sua superação resultou da busca de respostas para as críticas recebidas. Segundo aqueles que defendiam um rigor científico esta geração apresentava algumas dificuldades que precisavam ser superadas, tais como, a do avaliador ter que conciliar os papéis técnicos, descritivos e de juiz.

Como resultado desta discussão e reconhecendo que, para tratar de questões humanas, não se podia ficar nos limites de posições supostamente científicas, construiu-se uma quarta proposta, mais ampla e democrática, designada à geração da negociação/mediação.

Segundo Bielschowski, a quarta geração de avaliação define-se “pela busca de um enfoque mais amplo e amadurecido de avaliação, indo para além de uma posição supostamente científica e meramente voltada para a coleta de informação, a fim de envolver aspectos humanos, políticos, sócioculturais e contextuais, sendo a negociação elemento crucial de integração” (1995, p.30).

Reforça esta perspectiva a nova discussão sobre o momento vivido atualmente pela ciência, que, há tempos, vive uma expressiva crise de paradigmas.
Prigogine, físico-químico belga, ao pensar este momento da ciência, afirma que “assistimos ao surgimento de uma ciência que não se limita a situações simplificadas, idealizadas, mas nos põe diante da complexidade do mundo real, uma ciência que permite que se viva a criatividade humana como a expressão singular de um traço fundamental comum a todos os níveis da natureza” (1996, p.,14). Reflexões como esta legitimam não só a quarta geração de avaliação bem como novas possibilidades de ampliá-la, superá-la de se promover desvios de percursos etc.

Isto porque, na perspectiva deste cientista, estaríamos vivendo hoje um “ponto de partida de uma nova racionalidade, que exprime possibilidades e não mais certezas, cuja descrição do mundo dá lugar às leis, mas também à novidade e criatividade” (Ribeiro:2000, p.24).

Pressupostos como estes estão norteando-me e a equipe com a qual trabalho a buscar novos caminhos, que comportem, inclusive, a possibilidade de criação do inédito.

É necessário ainda que eu deixe claro que a concepção de avaliação institucional com a qual trabalho, coincide com a de Trigueiro (1998) quando nos diz que o termo institucional aí deve referir-se a um processo global, que atravessa todos os níveis ou todas as dimensões do mundo acadêmico, quais sejam: pesquisa, ensino, extensão e gestão. A partir dessa visão, creio, ademais, que, internamente, a avaliação institucional deve envolver toda comunidade universitária, tendo como pressuposto a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, bem como, a interconexão entre estes níveis com a gestão universitária, em todas as suas instâncias.

Isto posto, passo agora a explicar a relação que existe ou, no mínimo, deveria existir entre avaliação institucional e desenvolvimento humano, posto que não há verdadeiro desenvolvimento institucional sem desenvolvimento humano. Dessa forma, o objetivo da avaliação institucional deve ser o desenvolvimento das pessoas que trabalham na instituição.

Esta afirmação se explica e se justifica, na minha compreensão, por várias razões. A primeira delas, é que me parece um caso de esquizofrenia organizacional, (próprio de uma sociedade que ainda é a nossa) a separação entre instituição e individuo. Ora, mesmo que tenhamos que concordar com a velha e boa tradição sociológica, que nos diz que as instituições são como verdadeiras entidades, pairando acima de nós, esta concepção define uma realidade que, humanamente, criamos e mesmo neste contexto, as instituições são, indiscutivelmente, formada por pessoas. Mudando as pessoas, mudam, mais cedo ou mais tarde, as instituições. Caso contrário, a tradição sociológica, por exemplo, não teria investido na educação como instrumento de transformação social.

A segunda razão que me permite dizer que avaliação é uma questão de desenvolvimento humano, anunciada no início deste artigo, deve-se ao fato de que ao se fazer uma boa avaliação institucional, cria-se condições de se definir um bom projeto de desenvolvimento humano, contemplando capacitações técnicas e atitudinais, que promovam o desenvolvimento humano e, conseqüentemente, institucional.

Esta relação deve hoje, mais do que nunca, ser buscada pois se acreditava que investir no desenvolvimento técnico-conceitual das pessoas ou no desenvolvimento de infra-estrutura, fosse condições de desenvolvimento institucional, hoje está provado que investir só neste tipo de desenvolvimento apresenta um retorno de pouco mais de cinqüenta por cento. Cada vez mais, sabe-se que é necessário investir no desenvolvimento humano, em mudança de mentalidade, de cultura, o que se consegue com mais efetividade quando se trabalha também o lado emocional das pessoas. Arrisco a dizer, que mais do que isto, precisa investir no desenvolvimento do ser humano total, numa perspectiva holística, não mais centrados na mudança, mas na transformação das pessoas, das mentalidades e das culturas.

A perspectiva que aqui defendo pressupõe, ainda, uma compreensão da não separação das partes da relação, ou seja, não se pode separar avaliação de desenvolvimento humano.

Por isto, o investimento em avaliação e o investimento em desenvolvimento humano devem caminhar juntos, fazendo parte do mesmo projeto. Ou seja, durante todo processo de avaliação, já se tem que estar investindo em desenvolvimento humano, como forma de sensibilização para necessidade do processo de avaliação, como instrumento de transformação da cultura, da realização - de fato - de um processo pedagógico, que tenha no desenvolvimento humano não só o lugar a se chegar, mas o caminho para se chegar lá. Esta perspectiva de avaliação vê no desenvolvimento humano uma excelente condição para uma avaliação institucional cada vez melhor, mais eficiente, eficaz e efetiva. Posto que o investimento em desenvolvimento humano, além de criar competências teóricas, técnicas, ampliará consciências, potencializará e desenvolverá talentos humanos, transformará atitudes.

Para que este entrelaçamento entre avaliação e desenvolvimento humano aconteça de forma satisfatória, torna-se necessário desenvolver o processo de avaliação dentro de um programa mais amplo de desenvolvimento institucional, centrado no desenvolvimento humano.

Um modelo para tanto pode ser materializado num projeto de gestão institucional que, no caso da universidade, se expresse num planejamento negociado de metas e que pressuponha investimento expressivo e sério na busca de excelência em ensino, pesquisa, extensão e gestão.

Particularmente, no que se refere ao projeto de avaliação incorporado a um programa como esse, creio que seu desenvolvimento não pode ser muito diferente da proposta de etapas que se verá a seguir.

Primeiro, construir um projeto cuja referência teórica seja a quarta geração de avaliação institucional. Segundo, sensibilizar a comunidade em questão para o processo de avaliação. Terceiro, facilitar planejamentos coletivos (definição negociada de metas) nos núcleos a serem avaliados. Quarto, levantar, nestes núcleos, suas necessidades de treinamento e desenvolvimento. Quinto, realizar monitoramento/acompanhamento do cumprimento das metas e do desenvolvimento do programa de treinamento e desenvolvimento. Sexto, avaliação de todo processo através da combinação de metodologias qualitativas e quantitativas.

No que se refere á metodologia qualitativa, creio que o grupo de enfoque, de discussão ou grupo focal, como é chamado por alguns, é o que mais atende este tipo de proposta, por ter na própria reunião de avaliação mais um momento pedagógico, mais um momento de desenvolvimento humano e discussão da Universidade.

Finalmente, ter-se-ia o recomeço de todo o processo com a redefinição de metas, rumos, programas e ações realizada após avaliação e feedback dado aos núcleos que passaram pelo processo.

É necessário esclarecer, ademais, que estas etapas não são estanques e , muito menos, desarticuladas, apesar de uma ordem cronológica. Desta forma, ao se facilitar o planejamento, o levantamento das necessidades de treinamento e desenvolvimento, ao se atender aquelas necessidades, ao se realizar o monitoramento, entre outras etapas, dever-se-á estar sensibilizando para avaliação, estar realizando algum tipo de avaliação, treinando e facilitando o desenvolvimento das pessoas, definindo visão de futuro, motivando as pessoas para o desenvolvimento individual e institucional.

Para mim este processo facilitará a construção de uma cultura e uma mentalidade que tenha a avaliação como um processo necessário para se reconhecer nossos limites e possibilidades, permitindo-nos investir na superação dos primeiros e na potencialização das segundas. Além disso, estaremos facilitando a criação de uma cultura com uma maturidade avaliativa que nos leve a uma instituição onde todas as atividades sejam avaliadas independentes dos processos burocráticos, entre os quais, não posso negar, este aqui discutido, ainda é uma expressão. Afinal, este é desafio nosso. Superar todo resquício de caráter burocrático e disciplinar que atravessam os processos de avaliação em favor de uma cultura de avaliação cotidiana, centrada no autoconhecimento e na auto-avaliação, sem desconsiderar, é óbvio, a avaliação externa.

Com isto estaremos saindo de uma Universidade centrada nas avaliações impostas de fora para dentro, rumo a uma Universidade onde a avaliação (interna e externa) faça parte de seu cotidiano, sem imposições, sem burocracias, mas como exercício pedagógico, no sentido pleno do termo.

Se em qualquer instituição, a avaliação tem que caminhar junto com um processo de desenvolvimento humano, no caso da avaliação na Universidade, esta exigência é dupla. Internamente, pelas razões já expostas. Externamente, o desenvolvimento institucional, que criará uma Universidade cada vez mais competente, produtora de um saber de excelência, possibilitará um melhor atendimento das demandas sociais. Particularmente num momento em que vivemos a designada sociedade do conhecimento, somente uma universidade competente terá as condições de facilitar a contento o desenvolvimento humano da sociedade na qual está inserida.

Estaremos, pois, facilitando a transformação da Universidade que poderá, com muito mais eficiência, eficácia e efetividade, iluminar e facilitar a emergência de um ser humano total, numa sociedade que potencialize a vida em todos as suas dimensões.

Eis, pois, um modelo de avaliação que acredito ser um modelo facilitador para a construção de uma nova Universidade, mais do que de uma nova Instituição.

Digo isto porque creio que a avaliação deve nos permitir mais do que criar uma nova instituição, devemos - para parafrasear o tema deste encontro – avaliar para transformar, transformar esta instituição burocrática, pesada, sem agilidade, em verdadeiros organismos sociais, vivos, leves, ágeis, potencializadores de vida e criatividade.

Novamente me vejo citando Ítalo Calvino quando apresenta a discussão criada por Boccaccio entre Cavalcante – filósofo e poeta florentino – e a juventude dourada daquela cidade. Nesta discussão, Cavalcante foge da inquisição que aqueles jovens lhe impõem num cemitério, num salto bem alto e levíssimo. Para Calvino, o que realmente importa nesta passagem, o que chama a atenção é a imagem visual evocada, a libertação com um salto, um salto de um ser levíssimo. Desta forma, nos diz Calvino (1990,p.24) que se “...quisesse escolher um símbolo votivo para saudar o novo milênio, escolheria este: o salto ágil e imprevisto do poeta-filósofo que sobreleva o peso do mundo, demonstrando que sua gravidade detém o segredo da leveza, enquanto aquela que muitos julgam ser a vitalidade dos tempos, estrepitante e agressiva, espezinhadora e estrondosa, pertence ao reino da morte, como um cemitério de automóveis enferrujados”.

Daí minha escolha inicial pela utilização de metáforas e/ou noções em sua leveza, abertura e flexibilidade e não de conceitos que, como nos lembra Maffesoli (1988), são duros, cristalizados, inflexíveis, fechados. Por outro lado, minha defesa de uma avaliação centrada no desenvolvimento humano que, no meu entender, facilita a transformação da universidade que temos, burocrática, cartesiana, pesada, morosa, ensimesmada, numa universidade viva, leve, ágil, vibrante, capaz de entender e transformar, a tempo, o nosso tempo.

 

 

 

Referências Bibliográficas

 

1. BIELSCHOWSKI, Carlos Eduardo. Avaliação na Universidade Federal do Rio de Janeiro: a metodologia. Texto extraído do Projeto de avaliação institucional da UFRJ, submetido ao PAIUB em atendimento ao edital 01/95. Rio de Janeiro, sd.

2. CALVINO, Ítalo. Seis propostas para o próximo milênio:lições americanas. São Paulo, Companhia das Letras, 1990.

3. MAFFESOLI, Michel. O conhecimento comum. São Paulo, Brasilien
se, 1988.

4. PRIGOGINE, Ilya. O fim das certezas:tempo, caos e as leis da
natureza. São Paulo, Unesp, 1996.

5. RIBEIRO, Célia e outros. Avaliação Institucional: uma mudança em curso. (projeto de avaliação da UFG). Goiânia, UFG, 2000.

6. TRIGUEIRO, Michelangelo G. Santoro. A avaliação institucional nas universidades brasileiras: diagnóstico e perspectivas. Brasília, UnB, 1998.

 
 

 

 

 

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